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26 OUT · Nº 082

Bom dia, cafeinado.

A L Catterton apostou num personal shopper de IA, e a Robb Report mostra por que o toque humano virou o luxo mais escasso. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🤖L Catterton investe em agente de compras com IA01↓
🧴Boscia ganha novos donos e relançamento02↓
💎Norman Silverman abre primeira loja própria03↓
🛍️David Yurman reabre flagship em Beverly Hills04↓
🤝Contato humano vira artigo de luxo05↓
 

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01  A manchete↑ índice

Glance, o agente de compras com IA, recebe investimento da L Catterton

A L Catterton, gigante de private equity focada no consumo, fez um “investimento estratégico” na Glance, agente de compras com inteligência artificial. O serviço opera a partir de uma subsidiária da empresa de tecnologia InMobi e disputa a corrida para transformar o modo como as pessoas compram.

A Glance funciona como um personal shopper: lembra as preferências do usuário, vasculha a web atrás de boas ofertas para os looks certos e volta com provadores virtuais, pedindo o aval antes da compra. Está disponível em app e por parcerias com Samsung, Android TV e DirecTV, em mais de 60 milhões de dispositivos nos Estados Unidos.

Naveen Tewari, fundador e CEO da Glance e da InMobi, descreve a ferramenta como uma máquina de inteligência que entende os produtos certos para cada pessoa e encontra o melhor preço. Segundo ele, são 10 milhões de usuários ativos por mês nos EUA, com cerca de 120 pedidos de compra mensais cada, e quase 15% terminam comprando algo no mês.

Scott Dahnke, CEO global da L Catterton, afirma que o comércio por agentes muda a forma como o consumidor descobre e compra produtos. Ele vê a Glance bem posicionada por combinar uma proposta diferenciada com distribuição ampla nas telas e lembra que a firma investe há quase quatro décadas em mudanças de comportamento do consumidor.

Um fundo de consumo apostando em agente de compras indica que a descoberta de produtos pode migrar da busca para assistentes que lembram o seu gosto.

Fonte: WWD

 
 
02  Beleza↑ índice

Boscia prepara relançamento sob nova direção

A The Center, de Ben Bennett, se uniu à dermatologista Dr. Mamina Turegano para comprar a marca de skincare Boscia da Fancl Corp. O relançamento está previsto para o ano que vem, e os termos do negócio não foram divulgados.

A Fancl, fabricante de cosméticos de Yokohama, no Japão, lançou a Boscia nos Estados Unidos em 2002, na Henri Bendel, com 18 itens. O nome junta as palavras inglesas para botânico e ciência, e a marca depois chegou à Sephora.

Em 2024, a imprensa noticiou que a marca, sediada em Irvine, na Califórnia, havia fechado. Um ano depois, outro relato dizia que ela se preparava para voltar.

Bennett, que é tailandês, e Turegano, de origem japonesa, falaram de tradições, rituais e laços familiares, e o assunto chegou à Boscia, marca que ambos admiravam. Segundo Bennett, convencer a Fancl levou cerca de um ano: a empresa cedeu quando entendeu que as ligações não parariam até a venda.

A nova Boscia será reinterpretada pelo olhar da dermatologia moderna, com a filosofia, os ingredientes e os rituais japoneses preservados. Turegano cita fermentados, arroz e chá verde entre os ingredientes que mais a atraem.

Uma marca que havia fechado volta com assinatura de dermatologista e foco em skincare japonês, com relançamento previsto para o ano que vem.

Fonte: WWD

A dose exata

A Boscia estreou nos Estados Unidos em 2002 com apenas 18 itens e agora ganha uma segunda vida.

 

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Your fall escape awaits

Mountain air, city lights or somewhere new? There's still time to make your fall plans take flight with Alaska Airlines. See the fall foliage in Boston, sip cider in Seattle, or swap your flannel for a swimsuit and head to Hawai'i.

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Espresso

Futebol O Real Madrid venceu o Barcelona por 2 a 1 no Camp Nou, com dois gols de Kylian Mbappé, mas o Barça segue líder da LaLiga com 27 pontos em 10 jogos. →

Esqui Lucas Pinheiro Braathen venceu a prova de abertura do slalom gigante masculino em Soelden, na Áustria, e segue invicto na modalidade. →

Fórmula 1 Hamilton foi o mais rápido no treino livre para o GP dos EUA, à frente de Max Verstappen e do companheiro Charles Leclerc, em domínio da Ferrari. →

 
 
03  Joias↑ índice

Norman Silverman abre a primeira loja própria em Beverly Hills em dezembro

A Norman Silverman, empresa de diamantes de Los Angeles, abre em dezembro sua primeira flagship, no The Maybourne Beverly Hills, na North Canon Drive, 225. É a estreia no varejo próprio depois de mais de quatro décadas de atividade.

A loja terá cerca de 320 pés quadrados. O projeto é de Wendy Burns, da The Buro, de Nova York, com tecidos de parede pintados à mão, arandelas de Murano e uma sala de consultoria privada.

Os preços partem de cerca de US$ 10 mil e chegam à alta joalheria, com diamantes raros de muitos quilates. O mix inclui anéis, alianças eternity, colares, pulseiras e brincos, entre eles os Straight-Line, assinatura da marca. Os diamantes amarelos fancy seguem com demanda forte, e a loja exibirá uma pulseira de 100 quilates.

Fundada em 1982, a empresa familiar construiu o negócio vendendo no atacado a joalherias de luxo nos EUA. Judah Silverman, filho do fundador, diz que o atacado segue como núcleo e que a loja complementa esse canal e as vendas diretas a clientes privados.

A abertura acontece enquanto o setor lida com a presença crescente das pedras sintéticas. A casa mantém o compromisso com as naturais, sobretudo as raras e de muitos quilates.

Quem compra joia de alto valor em Los Angeles ganha um endereço próprio, íntimo e com peças a partir de cerca de US$ 10 mil.

Fonte: WWD

Ouvido no balcão

We’ve been working toward this moment for several years, creating a more personal way to connect with our clients.

Judah Silverman, filho do fundador da Norman Silverman, à WWD

 
 
04  Varejo de luxo↑ índice

David Yurman reabre a flagship da Rodeo Drive com visual novo e peças exclusivas

A David Yurman reabriu a flagship da Rodeo Drive, em Beverly Hills. A boutique de 2.717 pés quadrados, no número 371 da North Rodeo Drive, foi reformada como parte de uma estratégia para elevar a presença da marca em mercados-chave. O endereço foi inaugurado há quase 20 anos.

Colin Browne, presidente e CEO, disse que era o momento certo de reinvestir e se recomprometer com aquela parte do mundo. A área segue praticamente a mesma, e o investimento foi para um ambiente que, nas palavras dele, traz mais teatro.

O projeto é do arquiteto italiano Andrea Tognon, o mesmo da loja de Miami, e se inspira na paisagem do sul da Califórnia e na origem artística dos fundadores David e Sybil Yurman. Há calcário, pedra natural, madeira e ônix, além de uma fachada de vidro inspirada no Pacífico e de uma sala de consultoria privada atrás de um painel com o motivo Cable.

Para a reabertura, a marca criou peças exclusivas: pulseiras e anéis Sculpted Cable Flex com gemas, colares Faceted Tennis com diamantes, um Tennis em titânio preto e anéis de mindinho Memento Mori com caveira em pavê. Browne diz que o sortimento reflete a disposição dos clientes californianos por desenhos mais expressivos.

A Califórnia tem oito lojas da marca, além de um outlet em Cabazon. A reforma vem depois da flagship do Miami Design District, em 2025, e antes da flagship de três andares na Quinta Avenida, prevista para 2029.

Quem passa por Beverly Hills encontra uma boutique renovada e peças que só existem naquele endereço.

Fonte: WWD

 
 
05  Comportamento↑ índice

Contato humano vira artigo de luxo na era da IA

Uma reportagem da Robb Report argumenta que, no topo do mercado, a interação humana virou item de luxo. A tecnologia prometeu eliminar o atrito, mas para a elite ele costuma ser o ponto: alguém que lembra da sua mesa, um alfaiate que exige três provas, um hotel em que o gerente sabe o nome da sua mãe, um bilhete escrito à mão.

Há duas décadas o Vale do Silício vende a ideia oposta: o melhor serviço é o que exige quase nenhuma atenção pessoal, entre toques, deslizes, check-in sozinho e pedido por QR code. Plataformas e aplicativos tornaram a vida fluida, mas também anônima e solitária.

Kathryn Jezer-Morton, da The Cut, cunhou o termo “friction-maxxing” em um artigo que viralizou neste ano. Ele descreve fazer as tarefas à moda antiga e resistir à proliferação de tecnologias que poupam tempo, para preservar experiências humanas significativas.

Sherry Turkle, professora do MIT e autora de Artificial Intimacy, vê o retorno do atrito humano como inevitável: a riqueza procura a escassez, e agora que quase todos têm um ajudante 24 horas no celular, o sonho passa a ser de pessoas que de fato se importam. Rory Sutherland, presidente emérito da Ogilvy Consulting, fala da “falácia do porteiro”: quem reduz o porteiro a quem abre a porta o troca por tecnologia e ignora o valor que ele cria de muitas formas.

A atenção humana, que a tecnologia tenta eliminar, é o que o luxo passa a vender como escasso.

Fonte: Robb Report

 
 

No radar · a agenda de hoje

Dezembro · Abertura da primeira flagship da Norman Silverman, no The Maybourne Beverly Hills.

Em 2027 · Relançamento previsto da Boscia, sob a The Center e a Dra. Mamina Turegano.

Janeiro de 2027 · Estreia do documentário “Fleetwood Mac: The Chain” no Apple TV.

Pra viagem

Escreva hoje um bilhete à mão de agradecimento e entregue a quem atendeu você bem esta semana, seja alfaiate, gerente de hotel ou garçom.

Entre o agente que lembra do seu gosto e o alfaiate que pede três provas, o luxo parece dividido entre automatizar o que pode esperar e proteger o que precisa de gente. Resta saber qual dos dois lados você pagaria para ter por perto amanhã.

 
 
★ RARO

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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆262728293031

Dia 2 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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dias feitos
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pra fechar

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