LVMH assinou pacto secreto em 2002 para comprar ações de herdeiro da Hermès
Documentos judiciais tornados públicos mostram que a LVMH assinou, em 2002, um acordo para comprar ações da Hermès vinculadas ao herdeiro Nicolas Puech. O achado contradiz o discurso oficial do conglomerado de Bernard Arnault, que por anos negou ter arquitetado uma aproximação calculada com a grife fundada em 1837. O caso reacende a disputa entre as duas maiores potências do luxo francês, rivalidade que já teve capítulos públicos como a tentativa de aquisição hostil da Hermès pela LVMH entre 2010 e 2014, quando o grupo de Arnault chegou a deter mais de 20% das ações da marca antes de recuar sob pressão da família fundadora. Nicolas Puech, descendente da família Hermès e um dos acionistas minoritários mais discretos do grupo, aparece nos documentos como parte central do acordo firmado ainda no início dos anos 2000, período que antecede em quase uma década a movimentação mais conhecida da LVMH no mercado. A revelação chega em um momento sensível para o setor de luxo, que já enfrenta desaceleração de consumo e escrutínio maior sobre governança em conglomerados familiares, tornando o episódio um ponto de atenção para investidores e reguladores que acompanham a relação entre os dois grupos. Para o mercado, o documento reabre a pergunta sobre até que ponto a disputa por controle acionário na Hermès foi mais longa e mais planejada do que a LVMH admitiu publicamente ao longo dos anos.
O caso reacende a rivalidade Arnault-Hermès e pode pressionar a governança do maior grupo de luxo do mundo.
Fonte: Forbes Life BR
Dois lados da xícara ▲ Ganha Família Hermès, que reforça o discurso de resistência a uma aproximação hostil da LVMH. | ▼ Perde LVMH, que vê questionada sua versão pública sobre o histórico de aproximação com a Hermès. |
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